sábado, 30 de junho de 2012

RELATOR - MIN. JOAQUIM BARBOSA - REVISOR - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI - MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

R E L A T Ó R I O

O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de Ação Penal instaurada contra os seguintes réus e pelos seguintes crimes:

 1) JOSÉ DIRCEU: crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa;

 2) JOSÉ GENOÍNO: crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa;

 3) DELÚBIO SOARES: crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa;

 4) SÍLVIO PEREIRA: crime de formação de quadrilha;

 5) MARCOS VALÉRIO: crimes de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;

 6) RAMON HOLLERBACH: crimes de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;

 7) CRISTIANO PAZ: crimes de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;

 8) ROGÉRIO TOLENTINO: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;

 9) SIMONE VASCONCELOS: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;

 10) GEIZA DIAS: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;

 11) KÁTIA RABELLO: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas;

 12) JOSÉ ROBERTO SALGADO: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas;

 13) VINÍCIUS SAMARANE: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas;

 14) AYANNA TENÓRIO: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira;

 15) JOÃO PAULO CUNHA: crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato;

 16) LUIZ GUSHIKEN: crime de peculato;

 17) HENRIQUE PIZZOLATO: crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato;

 18) PEDRO CORRÊA: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 19) JOSÉ JANENE: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 20) PEDRO HENRY: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 21) JOÃO CLÁUDIO GENU: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 22) ENIVALDO QUADRADO: crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro;

 23) BRENO FISCHBERG: crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro;

 24) CARLOS ALBERTO QUAGLIA: crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro;

 25) VALDEMAR COSTA NETO: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 26) JACINTO LAMAS: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 27) ANTÔNIO LAMAS: crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro;

 28) CARLOS ALBERTO RODRIGUES (BISPO RODRIGUES): crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 29) ROBERTO JEFFERSON: crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 30) EMERSON PALMIERI: crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 31) ROMEU QUEIROZ: crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 32) JOSÉ BORBA: crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

 33) PAULO ROCHA: crime de lavagem de dinheiro;

 34) ANITA LEOCÁDIA: crime de lavagem de dinheiro;

 35) LUIZ CARLOS DA SILVA (PROFESSOR LUIZINHO): crime de lavagem de dinheiro;

 36) JOÃO MAGNO: crime de lavagem de dinheiro;

 37) ANDERSON ADAUTO: crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro;

 38) JOSÉ LUIZ ALVES: crime de lavagem de dinheiro;

 39) JOSÉ EDUARDO DE MENDONÇA (DUDA MENDONÇA): crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro;

 40) ZILMAR FERNANDES: crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

 A denúncia encontra-se no volume 27.

 Respostas preliminares dos réus nos Apensos 89-125.

 Acórdão de recebimento da denúncia nos volumes 55-59.

 Faço uma brevíssima síntese dos fatos submetidos a processamento nesta Ação Penal.

 O Procurador-Geral da República narrou, na denúncia, uma "sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude " (fls. 5621).

 Segundo a acusação, "todos os graves delitos que serão imputados aos denunciados ao longo da presente peça têm início com a vitória eleitoral de 2002 do Partido dos Trabalhadores no plano nacional e tiveram por objetivo principal, no que concerne ao núcleo integrado por JOSÉ DIRCEU, DELÚBIO SOARES, SÍLVIO PEREIRA e JOSÉ GENOÍNO, garantir a continuidade do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros Partidos Políticos e do financiamento futuro e pretérito (pagamento de dívidas) das suas próprias campanhas eleitorais. (...) Nesse ponto, e com objetivo unicamente patrimonial, o até então obscuro empresário MARCOS VALÉRIO aproxima-se do núcleo central da organização criminosa (JOSÉ DIRCEU, DELÚBIO SOARES, SÍLVIO PEREIRA e JOSÉ GENOÍNO) para oferecer os préstimos da sua própria quadrilha (RAMON HOLLERBACH, CRISTIANO DE MELLO PAZ, ROGÉRIO TOLENTINO, SIMONE VASCONCELOS e GEIZA DIAS DOS SANTOS) em troca de vantagens patrimoniais no Governo Federal" (5621/5622).

 Além disso, teria sido necessário contar com os réus KÁTIA RABELLO, JOSÉ ROBERTO SALGADO, VINÍCIUS SAMARANE e AYANNA TENÓRIO, os quais, no comando das atividades do Banco Rural, juntamente com o Sr. José Augusto Dumont, falecido em abril de 2004, teriam criado as condições necessárias para a circulação clandestina de recursos financeiros entre o núcleo político e o núcleo publicitário, através de mecanismos de lavagem de dinheiro, que permitiriam a tais réus o pagamento de propina, sem que o dinheiro transitasse por suas contas.

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1653746.

http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/relatorioMensalao.pdf

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

dilma explique o dinheiro da delta

é isso que todos querem?
isso é a bandeira da ética e da moralidade?
ela não está suja não?
acaso isso não é excremento no ventilador?
"senhora" "presidente", (prefiro escrever) mandatária da república federativa do brasil, pedimos esclarecimentos:
porque ao ver o seu colega no paraguay sofrendo o "impeachment" notamos que condou-se com a atitude dos paraguaios e já conclamou sanções ao paraguai. porém notamos que o acontecido no paraguai derivou-se pelo fato de os mesmos não estarem satisfeitos com o que o presidente apoiado por vossa senhoria vinha fazendo.
agora te perguntamos "senhora" "presidente", mandatária, acaso não são as sanções que foram impostas pelos estados unidos contra cuba um ato que foi tão largamente combatido por teus pares, por tratar-se de medida injusta?
ou isso é possível quando se trata de inimigos?
"aos amigos tudo! aos inimigos, a lei!"
confesso não saber a autoria de tal dito, mas noto que o mesmo é largamente empregado por vossa "senhoria" e seus pares.
e quanto às esplicações "senhora" cremos ser de bom tom, que nos dê amplas, gerais e irrestritas, acerca dessa "benesse" por vossa senhoria recebida, ainda que, sabemos ter sido recebida por seu "arrecadador" de campanha, o que sabemos também "senhora" não te isentar da responsabilidade pelo ato perante a justiça eleitoral vigente no país.
ainda que vocês não dêem a mínima à lei, e que o vosso acólito e bem amestrado marcio thomaz bastos queira nos dizer o contrário, sabemos que há aí sim, um delito, de grave envergadura. - (apóstolo ely silmar vidal - dilma explique o dinheiro da delta - 250612)

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sábado, 23 de junho de 2012

Silas Malafaia e mais 11 pastores fazem chegar ao terrorista Ahmadinejad pedido de libertacao de Yousef Nadarkhani, condenado a morte por ser cristao

21/06/2012 - às 16:02
Silas Malafaia e mais 11 pastores fazem chegar ao terrorista Ahmadinejad pedido de libertação de Yousef Nadarkhani, condenado à morte por ser cristão

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, informa Lauro Jardim em Radar, entregou a Michel Temer, vice-presidente da República, uma carta assinada por ele e por mais 11 pastores que pede a libertação do pastor evangélico Yousef Nadarkhani, que está preso no Irã, condenado à morte. Temer fez a carta chegar ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. O terrorista veio ao Brasil para a Rio+20. Escrevi o primeiro post sobre Nadarkhani no dia 28 de setembro do ano passado. Lembro o texto.

Não há um só país de maioria cristã, e já há muitos anos, que persiga outras religiões. Ao contrário: elas são protegidas. Praticamente todos os casos de perseguição a minorias religiosas têm como protagonistas correntes do islamismo - ou governos mesmo. Não obstante, são políticos de países cristãos - e Barack Obama é o melhor mau exemplo disto - que vivem declarando, como se pedissem desculpas, que o Ocidente nada tem contra o Islã etc. e tal. Ora, é claro que não! Por isso os islâmicos estão em toda parte. Os cristãos, eles sim, são perseguidos - aliás, é hoje a religião mais perseguida da Terra, inclusive por certo laicismo que certamente considera Bento 16 uma figura menos aceitável do que, sei lá, o aiatolá Khamenei…

O pastor iraniano Yousef Nadarkhani foi preso em 2009, acusado de "apostasia" - renunciou ao islamismo-, e foi condenado à morte. Deram-lhe, segundo a aplicação da sharia, três chances de renunciar à sua fé, de renunciar a Jesus Cristo. Ele já se recusou a fazê-lo duas vezes - a segunda aconteceu hoje. Amanhã é sua última chance. Se insistir em se declarar cristão, a sentença de morte estará confirmada. Seria a primeira execução por apostasia no país desde 1990. Grupos cristãos mundo afora se mobilizam em favor de sua libertação. A chamada "grande imprensa", a nossa inclusive, não dá a mínima. Um país islâmico eventualmente matar um cristão só por ele ser cristão não é notícia. Se a polícia pedir um documento a um islâmico num país ocidental, isso logo vira exemplo de "preconceito" e "perseguição religiosa".

Yousef Nadarkhani é um de milhares de perseguidos no país. Sete líderes da fé Baha'i tiveram recentemente sua pena de prisão aumentada para 20 anos. Não faz tempo, centenas de sufis foram açoitados em praça pública. Eles formam uma corrente mística do Islã rejeitada por quase todas as outras correntes - a sharia proíbe a sua manifestação em diversos países.

Há no Irã templos das antigas igrejas armênia e assíria, que vêm lá dos primórdios do cristianismo. Elas têm sido preservadas. Mas os evangélicos começaram a incomodar. Firouz Khandjani, porta-voz da Igreja Evangélica do Irã, teve de deixar o país. Está exilado na Turquia, mas afirmou à Fox News que está sendo ameaçado por agentes iranianos naquele país.
(Por Reinaldo Azevedo)

Tags: Irã, Yousef Nadarkhani

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/silas-malafaia-e-mais-11-pastores-fazem-chegar-ao-terrorista-ahmadinejad-pedido-de-libertacao-de-yousef-nadarkhani-condenado-a-morte-por-ser-cristao/

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Espaço da CNA na Rio+20 e invadido e depredado por terroristas do MST, da Via Campesina e de outros movimentos

21/06/2012 - às 19:50
Espaço da CNA na Rio+20 é invadido e depredado por terroristas do MST, da Via Campesina e de outros movimentos

Vejam estas fotos.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa da "Rio+20?. Tem um estande no Pier Mauá denominado "AgroBrasil", montado com o apoio da Embrapa e do Sebrae, para expor práticas de agricultura sustentável no Brasil. Pois bem: no fim da manhã desta quinta, militantes dos MST e da Via Campesina, entre outros grupos, invadiram e depredaram o espaço, como se pode ver acima.

Os invasores chegaram como se fossem visitantes comuns. Uma vez no local, deram início a seu "protesto". Danificaram maquetes, jogaram tinta vermelha no local e espalharam panfletos. A segurança no Pier Mauá é feita por empresa privada. A Polícia Militar teve de ser acionada, e só não houve confronto porque ninguém resistiu à ação dos vândalos.

Leiam a declaração dada ao Globo por Divina Lopes, do MST:
"Ficamos satisfeitos com a manifestação, que conseguiu apresentar um contraponto ao agronegócio. Mas não houve depredação. Lá dentro, fizemos uma colagem de cartazes contra este modelo de agricultura e gritamos palavras de ordem. Mas a manifestação foi pacífica e ninguém saiu machucado".

Vamos decupar a sua fala. "Apresentar contraponto", segundo Divina, é invadir um espaço, depredar o trabalho alheio e gritar palavras de ordem. Segundo ela, a "manifestação foi pacífica" porque, afinal, "ninguém saiu machucado". Ou por outra: deixe o MST agir à vontade, e ninguém se machuca. As fotos estão aí. A polícia tem como atuar se quiser.

A propósito: o MST e a Via Campesina são organizações políticas de extrema esquerda — há ATÉ alguns agricultores entre eles. O chefão é João Pedro Stédile, que nunca pegou num cabo de enxada. Basta olhar as fotos para perceber que há manifestantes que não têm nenhuma intimidade com as questões ligadas à terra. São as Mafaldinhas e os Remelentos de sempre, que saem dali para algum bar da Zona Sul, onde vão comemorar o seu feito heroico, e dali para o conforto de seus lares. Enquanto empregadas invisíveis administram a casa, eles se dedicam à revolução…

A CNA emitiu uma nota de repúdio, assinada pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da entidade. Leiam. Volto em seguida:

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público manifestar o seu repúdio aos tristes episódios ocorridos na manhã desta quinta-feira, dia 21 de junho, quando o Espaço AgroBrasil, que lidera no Pier Mauá, um dos espaços oficiais da Rio+20, foi invadido por cerca de 200 manifestantes.

Rejeita a violência do grupo que  portava cartazes do Movimento dos Sem Terra (MST), além de materiais de outros movimentos não identificados.

Lamenta os atos de vandalismo que danificaram parte das instalações, especialmente uma maquete que reproduz as várias técnicas de agricultura de baixo carbono, além de uma Área de Preservação Permanente (APP), conforme fotos disponibilizadas no link:  http://www.flickr.com/photos/canaldoprodutor/

Por esse motivo, protesta mais uma vez frente ao preconceito contra um setor que utiliza apenas 27,7% do território do país para produzir alimentos de forma sustentável, preservando 61% do Brasil com cobertura vegetal nativa.

A CNA considera inaceitável que manifestações antidemocráticas como estas ainda tenham lugar em um evento como a Rio+20, onde os povos e as nações buscam o entendimento e a convergência para um mundo melhor, sempre respeitando a diversidade de ideias.

Senadora KÁTIA ABREU
Presidente da CNA

Voltei
"A CNA não chama os manifestantes de terr0ristas, Reinaldo, mas você chama?" Quem quer que, por questão política, imponha ao outro a sua vontade, submetendo-o pela força,  pondo em risco a segurança de terceiros, pratica ato terrorista. Todos esses elementos estão dados na ação empreendida pelo MST e pela Via Campesina. Há mais: há gente ali que não pertence a esses movimentos nem a pau, Juvenal!

Vocês acham que aquele barbudo e cabeludo e sua companheira alimentada com Toddynho e sucrilho moram naquelas barrascas de plástico preto do MST? Vocês acham que aquela senhora que discursa sobre a maquete sabe distinguir uma batata de um nabo? Vocês imaginam aquele rapazola de camiseta cor-de-rosa e cabelo de surfista plantando o alimento que come com as próprias mãos?

Basta pensar um pouquinho para constatar que há grupo ambientalistas de alcance mundial bastante chegados a esse tipo de ação direta e… terrorista!
(Por Reinaldo Azevedo)
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/espaco-da-cna-na-rio20-e-invadido-e-depredado-por-terroristas-do-mst-da-via-campesina-e-de-outros-movimentos/

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Bispos brasileiros condenam a corrupcao e reclamam da impunidade

Enviado por Ricardo Noblat - 22.6.2012 - 17h57m - POLÍTICA
Bispos brasileiros condenam a corrupção e reclamam da impunidade

"Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam ao chão" (Am 5,7)

Nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Fatos políticos e administrativos, que contrariam a ética pública e o bem comum, têm sido fartamente divulgados pela Imprensa, provocando uma reação de indignação e perplexidade na sociedade brasileira.

Chega-se mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade, que alimenta tal prática.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, solidária a este sentimento que inquieta a população, vem, através do Conselho Permanente reunido em Brasília de 20 a 22 de junho, manifestar, mais uma vez, sua grave preocupação com estas suspeitas de violação aos princípios da moralidade e da legalidade consubstanciados na Constituição Federal.

Já em 1993 a CNBB questionava: "Como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotentes, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens? Como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos? Como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências" (CNBB, Ética, Pessoa e Sociedade, n. 143, 1993).

O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para a generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos.

Todo cidadão tem o direito à correta gestão de assuntos e serviços públicos, afastando-se a deletéria, porque corrupta, conduta dos governantes de tratar a coisa pública, o patrimônio e negócios públicos, como objetos pessoais postos a usufruto particular e partidário, e à satisfação de caprichos egoístas.

A sociedade brasileira espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção bem como a consequente punição dos culpados e o ressarcimento dos danos. O que temos assistido, no entanto, parece apontar em direção oposta quando muitos fatos, no passado e no presente, ficam sem solução e caem no esquecimento. Isso explica o crescente desencanto da sociedade com as instituições públicas.

Os mecanismos que têm a responsabilidade de passar a limpo as corrompidas estruturas do país caem no descrédito e ficam desmoralizados se não cumprem o papel a que se destinam. Nenhum outro interesse pode subjugá-los senão o do resgate da ética no trato com a coisa pública.

Reafirme-se que a força dos três poderes da Repúbica está na sua harmonia, no pleno respeito à sua correspondente independência e autonomia. Os que respondem diretamente por seu funcionamento, no entanto, nunca se esqueçam de que o poder que exercem provém da sociedade.

Da mesma forma, o agente político se recorde de que é seu dever ultrapassar as fronteiras político-partidárias, as condicionantes de oposição-situação, para colocar-se a serviço do Estado e da sociedade, sem confundir jamais o público com o privado, o que constituiria grave ofensa à legislação e desrespeito à sociedade.

No compromisso de construir uma sociedade justa e solidária, inspire a todos a palavra de Jesus Cristo: "Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,37).

Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, Presidente da CNBB

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Ofensa deve ser retirada de rede social em ate 24 horas, decide STJ

Enviado por Ricardo Noblat - 22.6.2012 - 20h29m - GERAL
Ofensa deve ser retirada de rede social em até 24 horas, decide STJ

Após denúncia, retirada deve ser preventiva para posterior análise. Se não cumprir determinação, provedor pode responder por omissão.

Mariana Oliveira, G1

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que mensagens ofensivas publicadas em rede sociais, como Orkut e Facebook, devem ser retiradas do ar em até 24 horas após a denúncia por parte de algum internauta.

Segundo o tribunal, a retirada é preventiva e deve ser feita até a análise sobre a veracidade da denúncia. Se não retirar a mensagem, o provedor pode "responder solidariamente com o autor direto do dano, em virtude da omissão praticada". A decisão afirma que o provedor poderá ainda adotar "as providências legais cabíveis contra os que abusarem da prerrogativa de denunciar".

A decisão foi tomada na última terça-feira (19) dentro de recurso em ação movida por internauta do Rio de Janeiro que afirmou que o Orkut, mantido pelo Google Brasil, levou dois meses para retirar do ar um perfil falso "que vinha denegrido" a imagem da internauta.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Google pagasse uma indenização de R$ 20 mil por danos morais, que foi posteriormente reduzida para R$ 10 mil na segunda instância. O Google recorreu, mas o STJ manteve o valor e estipulou o prazo de 24 horas para retirada de mensagens.

Em nota, a empresa afirmou que falta regramento no país para questões relacionadas à internet. "O Google acredita que ainda há uma a jurisprudência inconsistente no país, mas que o Marco Civil traz uma orientação mais atual para lidar com estas questões. Além disso, é importante ressaltar que não cabe à plataforma tecnológica emitir juízo de valor e praticar a censura na web", afirmou.

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

saga petista para se constituir como Partido Unico

É Maluf quem ajuda a "higienizar" o PT, não o contrário. Ou: Aliança com deputado do PP é parte da saga petista para se constituir como Partido Único

Ontem, eu lhes fiz um desafio: explicar por que Erundina está errada ao dizer que o PT ajuda a "higienizar" a imagem de Maluf. Abaixo, num daqueles textões (!), explico por que a aliança é absolutamente coerente e por que é Maluf quem contribui para lavar a imagem do partido, que o utiliza como instrumento na consolidação de seu projeto autoritário. Acho que ficou bacana. Se gostarem, debatam e passem adiante.
*
Vocês perceberam, caros leitores, dada a aliança do PT com Maluf, o tom choroso, lacrimejante, funéreo, de muitos colunistas "isentos", como se estivessem assistindo à queda de um puro ou à morte de uma utopia? Alguns chegaram mesmo a encomendar as exéquias do antigo "partido ético", "diferente de tudo o que está aí". Houve os que fizeram como José Saramago quando Fidel Castro mandou fuzilar, em 2003, sem julgamento, três dissidentes que haviam tentado fugir de Cuba: "Até aqui fui com Fidel, agora não mais". Pô!!! O barbudo assassino já era responsável por 100 mil mortes, e Saramago tinha ido com ele "até ali"??? Aquelas três a mais, no entanto, mexeram com seu coração humanista… Assim fizeram certos analistas "isentos": "Até aqui fui com o PT; agora não mais!" Faço a eles pergunta semelhante à que fiz à época a Saramago: "Por quê? Tudo o que PT havia feito até então parecia pouco?

Luíza Erundina, que foi vice por dois dias na chapa de Fernando Haddad, recorreu a uma imagem que vira emblema dessa leitura torta sobre o PT: "Maluf quer aparecer em outra imagem, que não aquela de estar sendo procurado pela Interpol. Ele se higieniza ao lado de forças que não têm nada a ver com o malufismo. Somos do outro lado. Só quem ganha nisso é ele, aparecendo, falando comemorando junto. É todo o significado que tem".Erundina está absurdamente errada porque, e vou demonstrar isto aqui, o que se tem é justamente o contrário — e alguns leitores acertaram na mosca: É O PT QUE USA MALUF PARA SE HIGIENIZAR, DEPUTADA, NÃO O CONTRÁRIO!No projeto de poder petista, quem, para ficar no paradigma vocabular escolhido, "suja" o PT é Erundina; Maluf, ao contrário, ainda que a muitos pareça incrível, ajuda a "lavar" o projeto hegemônico. Vou explicar tudo direitinho. Antes, uma questão de natureza conceitual.

A questão conceitual
Um partido — e isto é teoria política, não paranoia, como acusaria aquele economista que tem de se conter para não cair de boca no Sonho de Valsa — está a caminho de construir a hegemonia quando determina até os critérios segundo os quais será criticado. Ou por outra: quando aqueles que se opõem a suas orientações o fazem segundo marcos que ele próprio estabeleceu. Eis o partido tornado, como queria o teórico comunista Antonio Gramsci, "um novo imperativo categórico", um "laicismo moderno", de sorte que tudo o que se pensa só faz sentido segundo o que é e o que não é útil a esse partido.

Ora, quando Maluf é contrastado com o petismo, tomando-se o deputado do PP como símbolo de tudo o há de ruim na política brasileira — e isso, em si, é verdade —, está-se partindo de um pressuposto, PETISTA EM ESSÊNCIA, segundo o qual o PT é, então, a antítese de Maluf. O erro é brutal e se dá em duas dimensões, uma mais rasa, revelada pelo noticiário cotidiano, e outra mais profunda, que requer algumas especulações além da notícia. Fixemo-nos primeiro na dimensão mais superficial do engano, e demonstrá-la é tarefa simples. Pode alguém advogar a pureza ética, ora supostamente conspurcada, do partido que fez o mensalão? Pode alguém advogar a pureza ética, ora supostamente maculada, do partido que patrocinou o escândalo dos aloprados? Pode alguém advogar a pureza ética, ora supostamente violada, do partido capaz de criar uma CPI para perseguir adversários, tentando impedir que uma central de escândalos como a Delta seja investigada?

Que pureza de lupanar é essa?

Calma aí, senhoras carpideiras, a derramar cachoeiras de lamentos por causa dos descaminhos do partido puro! Em que a moralidade de Paulo Maluf é essencialmente diferente da moralidade dos petistas? Maluf é pior do que José Dirceu? Por quê? Lambanças acabam de derrubar o presidente do Banco do Nordeste — sim, em razão de reportagens da imprensa que os vigaristas chamam "golpista". Ele era homem do deputado federal José Nobre (PT-CE), chefe daquele pobre-coitado que foi flagrado, em 2005, com a cueca cheia de dólares, notoriamente mero pau-mandado. Nobre, calculem, é considerado figura em ascensão no partido. É irmão de José Genoino, presidente do PT quando estourou o escândalo do mensalão e um dos réus no processo que tramita no STF. Ora, por que, afinal de contas, Maluf não pode se juntar com o PT? Dólares ilegais na cueca, nas Ilhas Jersey ou num banco em Miami para pagar Duda Mendonça pela campanha eleitoral de Lula, qual é a diferença? Eu lhes conto qual é a diferença: Maluf há tempos é tratado, e com razão, como uma figura detestável da política, e Lula, o chefe da organização petista, é considerado um herói. Inclusive por esses que ficam derramando lágrimas. Será que Maluf não pode se juntar com o governo que levou a Caixa Econômica Federal a comprar o Panamericano, um banco quebrado?

Por que não?

Eis a dimensão que chamo mais rasa, que pode ser percebida com uma simples pesquisa no Google. O elenco de malfeitos e de operações suspeitas do petismo no governo federal — e, se quiserem, de administrações estaduais e municipais — referenda uma observação que já fez aqui: a diferença entre Maluf e o PT é aquela que existe em "Era Uma Vez no Oeste" entre a pistolagem que chegava a cavalo — bruta, mas algo romântica — e aquela que vinha de trem: não menos bruta, mas já profissional.

A dimensão profunda
Agora vamos à dimensão mais profunda, esta mais difícil de detectar porque requer algum aporte teórico para entender o projeto de poder petista. De saída, cumpre notar: os petistas não são socialistas à moda antiga, do tipo que ainda mandam flores… vermelhas para a camarada. Isso é uma bobagem — a rigor, nunca chegou a ser assim. O próprio Babalorixá de Banânia, como o jornalista José Nêumanne demonstra em detalhes no livro "O que sei de Lula", jamais foi de esquerda. Ao contrário até: tem uma visão de mundo que as esquerdistas de antigamente chamariam "conservadora". E sempre soube se orientar muito bem nos bastidores do poder. Tudo bem analisado, a sua ascensão no sindicalismo, leiam lá, se deveu a uma espécie de golpe desferido contra antigos "companheiros". Muito bem, dito isso, vamos adiante.

Lula não é de esquerda, mas é autoritário. Suas decisões recentes no partido o comprovam à larga. Esse autoritarismo se estende também à sua concepção de poder. Influenciado pelas esquerdas — sim, elas existiam — que ajudaram a criar o PT, o Apedeuta passou um bom tempo fazendo um discurso com forte conteúdo classista, com sotaque socializante, avesso a alianças com "partidos da burguesia" ou com "forças conservadoras". Na face indigna de sua história, o homem que agora vai à casa de Paulo Maluf recusou o apoio de Ulysses Guimarães no segundo turno das eleições de 1989, contra Fernando Collor. Escrevo de novo: o homem que repudiou o apoio de Ulysses e que proibiu seu partido de participar do colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves foi prestar homenagens a Maluf — nada menos do que o adversário de Tancredo no Colégio Eleitoral!

Política de alianças
Num dado momento,  o PT percebeu fragilidades e fissuras na política brasileira. ATENÇÃO PARA ISTO: em vez de corrigidas, pensaram  os chefões, elas deveriam ser revertidas em ações benéficas à construção, consolidação e fortalecimento do partido. E decidiram, então, aderir às alianças políticas. Socialista à moda antiga o partido não era. Mas autoritário sempre foi e é. Desde que mudou a sua prática — E AQUI ESTÁ O BUSÍLIS PRINCIPAL DESTA ANÁLISE — e passou a fazer composições, os petistas buscam de modo obcecado forças antes ditas "conservadoras". O objetivo é "lavar", disfarçar, travestir o projeto político do partido, que continua o mesmo: constituir-se como Partido Único. "Ah, como Reinaldo é paranoico!", diriam os comedores de bombons. "Isso é impossível no Brasil!" Não se trata, bobinhos, de partido único à moda cubana ou chinesa (bem que eles gostariam, mas sabem ser impossível). Trata-se de deter a hegemonia do processo político de tal sorte que as demais forças organizadas da sociedade se tornem irrelevantes. E não só as da política. Gilberto Carvalho, sempre ele!, alertou os petistas para a necessidade de comçear a enfrentar os evangélicos, como vocês bem se lembram.

Em 2002, o PT escreveu a sua  carta de conversão ao capitalismo porque pesava ainda uma, em muitos aspectos, injusta desconfiança sobre a adesão do partido à economia de mercado. Muito modestamente, então no site e revista Primeira Leitura, escrevi algo assim: "Vamos parar de besteira! O PT não é candidato a implementar o socialismo no Brasil; ele é candidato a pôr a sua canga no capitalismo que temos". Acho que acertei. Cercado de desconfiança, o partido deu a potentados do capital financeiro e industrial o que eles não teriam ousado pedir a um "partido de direita".

Entenda o partido que a senhora ajudou a criar e do qual teve de sair, deputada Erundina! O PT precisa de forças que ele próprio chama "de direita" para tentar aniquilar qualquer um que lhe faça oposição. Em 2002, quando buscava um vice, a única exigência era esta: tinha de ser do campo conservador. E encontraram o então senador José Alencar. Ora, é evidente que o PSDB ou José Serra estão à esquerda, respectivamente, de PP e Paulo Maluf! Ocorre que esses dois não representam empecilho ao tal projeto hegemônico — logo, são aliados. ASSIM, NÃO É MALUF QUE BUSCA O PT PARA SE HIGIENIZAR. É O PT QUE BUSCA MALUF PARA, A UM SÓ TEMPO, EXIBIR A SUA FACE SUPOSTAMENTE PLURAL, TOLERANTE E INCLUSIVA E PARA DAR PROSSEGUIMENTO AO PROJETO DO PARTIDO ÚNICO.

Gilberto Carvalho confessou isso anteontem com clareza inequívoca. Defendeu a aliança com Maluf deixando claro que o PT está no comando. José Dirceu fez a mesma coisa. Quem não cabe nesse processo é justamente Luíza Erundina —  não por acaso, pertencia ao partido e teve deixá-lo. Ela já não cabe porque fala aquela linguagem do socialismo à moda antiga — chegou até a evocar "a luta de classes". Ela já não cabe porque relembra aquele partido que queria se dirigir aos "oprimidos" (e o PT é hoje uma força da ordem, que tem muita intimidade com os que a ex-prefeita considera "opressores"). Ela já não cabe porque cria obstáculos à aliança com o capeta se o capeta ajudar a vencer o único núcleo mais ou menos organizado que ainda pode liderar uma resistência ao PT: os tucanos! A propósito: não foi Lula quem disse que Jesus Cristo, se voltasse à terra, acabaria tendo de se aliar ao demônio? O "cristo" de Lula, por óbvio, é uma criação à sua imagem e semelhança.

Não sei se o PT será bem ou malsucedido ao se aliar a Maluf. O que sei é que a aliança é absolutamente coerente porque não há entre eles diferença nenhuma de moralidade — a do deputado do PP leva alguma vantagem porque ligeiramente menos cínica — e porque Maluf é mais um, vá lá, "conservador" cooptado na saga para aniquilar o que resta de oposição no país. Assim, ele é, a um só tempo, uma conquista e uma presa. E olhem, para citar Lula, que o ex-prefeito, muito provavelmente, ainda não é o diabo. Imaginem quando chegar a hora…
(Por Reinaldo Azevedo)

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-maluf-quem-ajuda-a-higienizar-o-pt-nao-o-contrario-ou-alianca-com-deputado-do-pp-e-parte-da-saga-petista-para-se-constituir-como-partido-unico/

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