domingo, 11 de novembro de 2012

Grave crise existencial

Grave crise existencial - 11/11/12 - 2h 08

JOÃO UBALDO RIBEIRO - O Estado de São Paulo

Peço desculpas por repetir observações que já fiz aqui há tempos, mas arrisco achar que a maioria dos leitores não vai lembrar e os poucos que lembrarem não se aborrecerão. É a respeito do peru. Não o peru que pode ter ocorrido aos maliciosos entre vocês e, sim, a injustiçada ave que leva esse nome, segundo muitos prima do faisão pelo lado pobre da família, ou seja plebeia, discriminada de nascença e com certeza recalcada. Mas isto está longe de resumir seu drama e creio conhecer o suficiente dele para expô-lo com a compaixão adequada.

O peru, que não se origina do Peru (embora, em Lima, as barracas de feira e os quituteiros de rua sirvam peru de todos os jeitos, como na Bahia servem acarajé; peru é comida popular no Peru) desenvolveu um problema de identidade. Deram-lhe o nome de peru porque se dizia em Portugal que vinha do Peru, mas, no próprio Peru, ele é chamado de pavo. Pavão é pavo real, ou seja, ainda sugerem, num trocadilho fácil, que o peru não é real, não existe, só existe o pavão. Ele vem da América do Norte, mas lá mesmo sua nacionalidade não foi reconhecida e o denominaram turkey, pois se acreditava que vinha da Turquia e talvez fosse chutado do país, se Romney tivesse vencido.

Na Alemanha, onde ele hoje é chamado de Puter, iniciou carreira crente que vinha da Ásia, pois todos o conheciam como kalikutischer Hahn, ou seja, galinha de Calicute. Fenômeno parecido aconteceu na França, onde hoje ele leva o nome afrescalhado de dindon, que vem de coq d'Inde, galo da Índia. Há mais o que dizer sobre o enroladíssimo psiquismo do peru, mas receio que até o mais paciente dos leitores declina da oportunidade de continuar no assunto.

Desculpo-me novamente, mas sem esse preâmbulo, não sei muito bem por que, eu teria dificuldade em descrever a situação em que, conjuntamente com outros escritores e artistas de modo geral, me vejo cada vez mais envolvido. Ainda que mal comparando, a situação de quem vive de direitos autorais é análoga à do peru. Ou pior, porque outro dia, não lembro mais onde, li que já morremos todos. O autor morreu, disse o pensador, não existe mais isso. Quer dizer, nem do que está reproduzido aqui eu posso pretender ser dono.

Um pouco intimidado e compreensivelmente confuso, tento soerguer-me na tumba e logo o sagrado direito à informação me sepulta de novo. O que escrevo pode, no sentido mais lato, ser qualificado de informação e, por conseguinte, se eu cobro pelo que escrevo, estou cerceando gravemente esse direito. Está certo, posso até concordar para não discutir, mas o direito a comer também é sagrado e, contudo, se o gerente do supermercado for solicitado a por essa razão dispensar o pagamento das compras, imagino que fará algumas objeções. Da mesma forma, o direito à saúde é universal, mas os médicos, dentistas e terapeutas insistem em ser remunerados por seus serviços.

O artista, diz aqui, deve ter generosidade intelectual, a arte é um bem que nasce de todos, para a livre fruição de todos. Como um monge franciscano, o artista deve despir-se não só da vaidade, como do apego aos bens terrenos. O artista não é um ser comum e já desilude bastante os admiradores, quando confessa que tem o hábito de comer todos os dias e que, vergonha mate-o, gosta de dinheiro. Não em demasia, mas gosta e a mulher, num momento de fraqueza, pode queixar-se de que faz tempo que não saem. Há que ter paciência com eles, eles acabam despertando para a inevitável realidade nova.

Porque a maioria dos escritores encara com relutância a ideia de santificação inanida, somente aqueles que têm fontes de renda poderão escrever. Quanto aos outros, que consigam empregos com os poderosos, que cavem uma sinecurazinha, que ganhem dinheiro nas bolsas de valores e escrevam nos momentos de lazer, mas não desçam à infâmia de cobrar pelo que escrevem. Além de tudo, tem muita gente por aí, mas muita gente mesmo, que gostaria de pôr no papel sua biografia ou alguma experiência marcante. Quantas vezes não se ouve a frase "minha vida daria um romance"? Pois é, pena de aluguel, aí está um mercado praticamente virgem. Se o indivíduo se diz escritor, então escreva. Sem querer privilégios e sem fazer chiquê, com profissionalismo.

Além disso, já circula a ideia de o Estado resolver esse problema com a eficácia de sempre e garantindo a sobrevivência do escritor. Para isso, alguns passos simples satisfariam. Primeiro, a regulamentação da profissão. Seria realizado um concurso e os aprovados passariam a portar carteira de escritor, com a qual teriam direito exclusivo de exercer a profissão. Depois seria criado o Conselho Editorial Nacional, ao qual os escritores apresentariam seus projetos, rápido e sem pistolões ou propinas, como é regra no Brasil. E o Conselho estabeleceria temas anuais do interesse do País, incentivando romances que tivessem como pano de fundo, por exemplo, a Saga do Pré-Sal ou o Mistério da Transposição de Águas do São Francisco. Aprovado cada projeto, seu autor passaria a receber um módico estipêndio mensal, pois não se pode ser pródigo com o dinheiro público, com a obrigação de periodicamente prestar contas do andamento do trabalho e obter a aprovação do Conselho, fazendo as alterações de forma e conteúdo que este determinar. Com isso, além de os escritores não terem mais do que reclamar, o interesse nacional estará servido. Todo mundo vai ter direitos sobre o que o autor escrever, menos ele próprio, até porque já morreu. Ninguém estranha quando uma BBB ganha um ou dois milhões para mostrar o traseiro e ministrar-nos palestras filosóficas. Contudo, se um escritor, depois de décadas de trabalho, ganha um prêmio de cem mil, há grande estarrecimento e olhão geral. Mas, pensando bem, é isso mesmo, onde é que acho que estou? Na próxima encarnação, vou tentar vir de Mulher Fruta-Pão.

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Presidencia da Republica anunciou em cinco jornais que… nao existem!

Presidência da República anunciou em cinco jornais que… não existem! E isso, claro, custou dinheiro! Foi pra quem?
 
Como diria o Chico Jabuti, "quem sabe os escafandristas" um dia decidam investigar as relações do governo do PT com o jornalismo — ou com um troço que até pode lembrar jornalismo, mas que é outra coisa. Na abertura do seminário sobre corrupção, na semana passada, Dilma Rousseff fez o elogio da liberdade de informação: "Estou convencida de que, mesmo quando há exageros, e nós sabemos que, em qualquer área, eles existem, é sempre preferível o ruído da imprensa livre ao silêncio tumular das ditaduras". Tá bom assim, vá lá. Incomoda-me um pouco a palavra "ruído" aí; sou tentando a perguntar em que sentido ela o empregou. Mas a fala é, sem dúvida, melhor do que aquilo que se ouve na rua petista.
 
Dilma tem deixado claro que não partirá dela iniciativas para violar a Constituição. Que bom! Conforta-me saber que temos uma presidente legalista. No governo do antecessor, como é sabido, houve mais de uma tentativa de submeter a imprensa à canga do poder. Mas a presidente carrega, sim, um passivo nessa área, herdado de seu padrinho político, que ela manteve intocado: o financiamento, com dinheiro público, da pistolagem política e ideológica travestida de jornalismo — especialmente na Internet. Estatais estampam seus respectivos logotipos em veículos que servem apenas para achincalhar os "inimigos do regime".
 
A Folha deste domingo traz uma reportagem de Leandro Colon e Fábio Leite que dá uma pista de como as coisas se dão nessa área. Leiam trechos. Volto depois.
 
A Presidência da República gastou R$ 135,6 mil para fazer publicidade oficial em cinco jornais de São Paulo que não existem. As publicações fictícias são vinculadas à Laujar Empresa Jornalística S/C Ltda, com sede registrada num imóvel fechado e vazio, em São Bernardo do Campo (SP). Essa empresa aparece em 11º lugar num ranking de 1.132 empresas que, desde o início do governo Dilma Rousseff, receberam recursos públicos da Presidência para veicular propaganda do governo em diários impressos. Embora esteja à frente de empresas responsáveis por publicações de ampla circulação e tradição no país, como o gaúcho "Zero Hora" e o carioca "O Dia", a Laujar não publica nenhum jornal.
 
Os cinco títulos da empresa beneficiados pela Presidência inexistem em bancas do ABC Paulista, onde supostamente são editados, não são cadastrados em nenhum sindicato de nenhuma categoria do universo editorial e são completamente desconhecidos de jornalistas e jornaleiros da região. Também não aparecem em cadastros municipais de jornais aptos a fazer publicidade de prefeituras.
 
Além disso, exemplares enviados à Presidência como provas de que as publicações existem contêm sinais de que são forjados. A Laujar mandou as supostas edições do dia 15 de março do ano passado do "Jornal do ABC Paulista", "O Dia de Guarulhos", "Gazeta de Osasco", "Diário de Cubatão" e "O Paulistano". Todas elas têm os mesmos textos -a única diferença é o nome da publicação. Uma das "reportagens" apresentadas contém declarações do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, dadas no próprio dia 15. O que torna impossível a impressão ter ocorrido na data informada nos jornais. Na verdade, o texto é uma cópia de uma nota publicada no site da Folha na tarde daquele dia.
 (…)
 A Laujar, por exemplo, declarou que seus jornais tinham uma tiragem total de 250 mil exemplares, vendidos por R$ 2,50 cada. Se a informação fosse verdadeira, as supostas publicações da empresa teriam, juntas, uma circulação parecida com a do jornal "O Globo", a quinta maior do país. A Secom informou que, em maio, excluiu a empresa de seu cadastro. Não pela inexistência dos cinco "jornais", entretanto, mas porque segundo o órgão eles não falavam sobre questões específicas dos municípios onde circulavam.
 (…)
 
Encerro
 Não basta Dilma Rousseff fazer sua profissão de fé na liberdade de imprensa. Até porque não devemos tomar como favor da Soberana o que, como diria Gregório de Matos, a lei "nos dá de graça". Se quer mesmo atuar no setor de maneira democrática e transparente, tem de parar de injetar dinheiro público na pistolagem subjornalística. Afinal, a CEF, o BB e a Petrobras, por exemplo, também pertencem àqueles que não são petistas, àqueles que não votaram em Dilma, àqueles que escolheram outros partidos. Dilma pertence ao PT, mas foi eleita para governar todos os brasileiros, incluindo aqueles de quem ela não gosta e que eventualmente também não gostam dela.
 
Ou há algo de errado nessa minha afirmação?
 (Reinaldo Azevedo - 11/11/2012 - às 3:56)
 
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/presidencia-da-republica-anunciou-em-cinco-jornais-que-nao-existem-e-isso-claro-custou-dinheiro-foi-pra-quem

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sábado, 10 de novembro de 2012

Investigacao sobre negocios de filho de Lula e arquivada

Investigação sobre negócios de filho de Lula é arquivada

Ministério Público e PF decidem encerrar o caso depois de sete anos, sem chamar nenhum envolvido para depor

Reportagem de José Ernesto Credendio e Andreza Matais, publicada hoje na Folha de S. Paulo, informa que o "Ministério Público e a Polícia Federal arquivaram investigações sobre suspeitas de tráfico de influência nos negócios do filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fabio Luis, sete anos depois de iniciadas."

Em 2005, a Gamecorp, uma pequena empresa criada um ano antes por Lulinha, como é conhecido Fabio Luis, recebeu um aporte de capital de R$ 5 milhões da antiga Telemar, a empresa de telefonia que depois se fundiu com a Brasil Telecom para criar a Oi, segundo a reportagem da Folha.

Em seguida, o governo Lula mudou as regras do setor de telecomunicações para tornar possível a fusão da Telemar com a Brasil Telecom. Argumentou que era necessário criar uma grande empresa nacional no setor.

Como a tal empresa é concessionária pública e o BNDES seu sócio, o Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência.

Agora pasme: nenhum envolvido foi chamado a depor.

O Ministério Público limitou-se a pedir informações à Gamecorp, à Telemar e ao BNDES, e perguntou aos dois últimos, assim por desencargo de consciência, se eles sabiam que o filho de Lula era dono da Gamecorp.

Após receber as respostas, o Ministério Público concluiu que não houve nada de irregular.

A Polícia Federal cuidou apenas de reunir reportagens jornalísticas publicadas sobre o caso.

A decisão pelo arquivamento foi tomada pelo Ministério Público em agosto últiumo, mas ainda não foi publicada.

Revela a Folha que o advogado Roberto Teixeira, amigo pessoal de Lula e dono do apartamento onde Lula morou de graça em São Bernardo do Campo durante muitos anos, defendeu a Gamecorp no inquérito.

O pedido de informações enviado à Gamecorp foi respondido por Teixeira quatro anos após o início do inquérito, "e só depois que um estagiário do Ministério Público fez um resumo da situação do processo e apontou essa "lacuna" para seus superiores."

O BNDES e a Telemar disseram desconhecer à época o fato de Lulinha ser um dos sócios da Gamecorp.
(Siga o Blog do Noblat no twitter)

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/11/09/investigacao-sobre-negocios-de-filho-de-lula-arquivada-474135.asp

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

mensagem 061112 - raabe e sua justificação

"O SENHOR, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes." (Dt 31:8)

"Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares." (Js 1:9)

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR.
Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos." (Is 55:8-9)

raabe conhecia muito bem a terra onde ela morava.
um dono de hotel, de motel, de bar, ou mesmo de um bordel, conhece muito bem a cidade e os arredores de onde ele instala o seu comércio.
e raabe tinha um estabelecimento comercial nos arredores da cidade de jericó.
jericó não era uma cidadezinha, era um centro importante e rico, rodeado por altas e poderosas muralhas, essa cidade tinha um rei, que tinha também um serviço de inteligência, além de um valoroso exército.
os israelitas eram um povo que vivia em tribos, recém libertos do jugo de faraó, depois de quatrocentos anos sob jugo servil.
nossa história sempre é contada, entendida e reforçada pelos anos.

"E, olhando o filisteu e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era jovem ruivo e de gentil aspecto.
Disse, pois, o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para tu vires a mim com paus? E o filisteu amaldiçoou a Davi, pelos seus deuses.
Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas do campo." (1 Sm 17:42-44)

o povo que acabara de sair do jugo de faraó, não sabia mandar, sabia apenas obedecer, sabia apenas trabalhar, podemos dizer que era um povo que gostava de ser mandado.
não sabia esse povo guerrear, pois um povo que vive durante quatrocentos anos na condição de escravo, passa até pela genética a filhos e netos o que é que o espera, que é o ser escravo.
eles não sabiam ser livres e muito menos tinham a verdadeira noção do que significa ser livre.
já raabe, era uma dona de um comércio, e um comércio bastante lucrativo, a prostituição.
ela sabia perfeitamente quais os riscos que estava correndo quando resolveu ajudar os espias.

"Porém aquela mulher tomou a ambos aqueles homens, e os escondeu, e disse: É verdade que vieram homens a mim, porém eu não sabia de onde eram.
E aconteceu que, havendo-se de fechar a porta, sendo já escuro, aqueles homens saíram; não sei para onde aqueles homens se foram; ide após eles depressa, porque vós os alcançareis.
Porém ela os tinha feito subir ao telhado e os tinha escondido entre as canas do linho, que pusera em ordem sobre o telhado." (Js 2:4-6)

ela sabia que o seu ato poderia resultar na sua morte e de toda a sua família.
mas ela resolveu atender à voz do espírito santo de deus.

"e disse aos homens: Bem sei que o SENHOR vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados diante de vós.
Porque temos ouvido que o SENHOR secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Seom e a Ogue, que estavam dalém do Jordão, os quais destruístes.
Ouvindo isso, desmaiou o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra." (Js 2:9-11)

e nisto tudo vemos que raabe usou da esperteza adquirida em seu comércio para enganar aos homens do rei, mas não que isso fosse necessário para a obra de deus, não, não era.
o que era necessário para a obra de deus, e foi isso que deus avaliou aqui, foi o quanto raabe era submissa a deus, dada a importância de raabe na genealogia de nosso senhor e salvador jesus cristo de nazaré.
era muito importante que a linhagem davídica contivesse pessoas de diferentes pesos, e principalmente uma prostituta.
cremos que um dos objetivos principais é mostrar que somente pela eterna graça é que somos salvos, e não por nossos méritos.
ao contrário do que muitos pensam que podem conquistar, deus nos mostra aqui o que ele faz com um povo que sequer sabe viver livremente e que ganha a proteção de uma prostituta. assim observamos que deus de fato não necessita de qualquer um de nós.
e que nunca busca, buscou ou buscará em nós quaisquer sinais de merecimento.

"Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;
a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz;
sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre." (Hb 7:1-3)

notamos que as glórias procuradas pelo homem - a sede de conhecimento, a sede de massagem no ego pelos aplausos e reconhecimentos humanos - apenas nos afastam e nos afastarão mais e mais do grande, poderoso, eterno e misericordioso deus de israel.
lembremo-nos de balaão a quem deus não permitiu que fosse honrado pelo rei:

"Agora, pois, foge para o teu lugar; eu tinha dito que te honraria grandemente; mas eis que o SENHOR te privou desta honra." (Nm 24:11)

no entanto muito maior honra teve balaão ao poder profetizar acerca do cristo do altíssimo, acerca das coisas que viriam e de coisas que ainda virão.

"Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas e destruirá todos os filhos de Sete.
E Edom será uma possessão, e Seir também será uma possessão hereditária para os seus inimigos; pois Israel fará proezas.
E dominará um de Jacó e matará os que restam das cidades." (Nm 24:17-19)

"Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão.
Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.
Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão,
que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;
a qual, a seu tempo, mostrará o bem-aventurado e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores;
aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém." (1 Tm 6:11-16) - (igreja evangélica santo dos santos - msn: elysilmarvidal@gmail.com - fones: 41-3338-6234 - (tim) 041-41-9820-9599 - (claro) 41-9821-2381 - (vivo) 41-9109-8374 - apóstolo ely silmar vidal - mensagem 061112 - raabe e sua justificação)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

mensagem 051112 - porque te chamei

"Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?" (Nm 23:19)

"Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem feito!" (Nm 23:23)

"Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do seu olho." (Dt 32:10)

"e sereis até conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios.
Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como ou o que haveis de falar, porque, naquela mesma hora, vos será ministrado o que haveis de dizer.
Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós." (Mt 10:18-20)

"As coisas encobertas são para o SENHOR, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei." (Dt 29:29)

"Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança." (Dt 32:9)

"Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar." (Nm 23:20)

"Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém, para glória de Deus, por nós.
Mas o que nos confirma convosco em Cristo e o que nos ungiu é Deus,
o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações." (2 Co 1:20-22) amém e amém! - (igreja evangélica santo dos santos - msn: elysilmarvidal@gmail.com - fones: 41-3338-6234 - (tim) 041-41-9820-9599 - (claro) 41-9821-2381 - (vivo) 41-9109-8374 - apóstolo ely silmar vidal - mensagem 051112 - porque te chamei)

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domingo, 4 de novembro de 2012

mensagem 041112 - te chamei

"Por amor de meu servo Jacó e de Israel, meu eleito, eu a ti te chamarei pelo teu nome; pus-te o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses." (Is 45:4)

"Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!
Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo.
Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;
que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?
Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.
Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:
todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo;
as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares.
Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!" (Sl 8)

"Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração,
e cada manhã o visites, e cada momento o proves?" (jó 7:17-18)

"Assim diz Deus, o SENHOR, que criou cos céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo quanto produz, que dá a respiração ao povo que nela está e o espírito, aos que andam nela.
Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por concerto do povo e para luz dos gentios;
para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas.
Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura.
Eis que as primeiras coisas passaram, e novas coisas eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, vo-las faço ouvir." (Is 42:5-9)

e o mandado que tenho é o de abençoar para que vades e produzais os frutos para o reino de deus pai em nome de nosso senhor e salvador jesus cristo, amém e amém! - (igreja evangélica santo dos santos - msn: elysilmarvidal@gmail.com - fones: 41-3338-6234 - (tim) 041-41-9820-9599 - (claro) 41-9821-2381 - (vivo) 41-9109-8374 - apóstolo ely silmar vidal - mensagem 041112 - te chamei)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Noticia, diziam, e tudo aquilo que alguem nao quer ver publicado; o resto e propaganda

Sardenberg: De como os bancos e outros órgãos oficiais não fazem propaganda de produtos — mas do governo. E com nosso dinheiro
"A propaganda dos bancos federais, assim como da Petrobrás, outras estatais e de ministérios, não oferece propriamente um produto. Seu principal propósito é passar uma imagem positiva do país e, sobretudo, das ações do governo"

ENGANA QUE A GENTE PAGA

Coisa de 200 anos atrás, jornalistas do Times de Londres já utilizavam um critério original para saber o que deviam ou não apurar e publicar. "Notícia, diziam, é tudo aquilo que alguém não quer ver publicado; o resto é propaganda".

Desse ponto de vista, tudo que o governo fala, em qualquer país, deve ser entendido como propaganda e marketing. Claro, não é mesmo? Os governantes só falam aquilo que gostariam de ver publicado com o devido destaque.

No Brasil de hoje, isso faz muito sentido. Os governos, em todos os níveis, carregam na propaganda, em volume e conteúdo. Reparem, por exemplo, nos anúncios do Banco do Brasil e da Caixa.

Tem financiamento barato para todo mundo, quem toma empréstimo está felicíssimo porque comprou seu carro ou abriu seu negócio, todos prosperam e por isso riem o tempo todo. Um espetáculo: não tem inadimplência, os juros são baratíssimos. Parece que só os mais bobos, ou desconfiados, não correm lá para pegar dinheiro fácil.

"(No Banco do Brasil e na Caixa a propaganda passa a ideia de que) tem financiamento barato para todo mundo, quem toma empréstimo está felicíssimo porque comprou seu carro ou abriu seu negócio, todos prosperam e por isso riem o tempo todo. Um espetáculo: não tem inadimplência, os juros são baratíssimos. Parece que só os mais bobos, ou desconfiados, não correm lá para pegar dinheiro fácil"

Pode-se dizer que aqueles bancos estão no mercado, disputando clientes com as outras instituições. Mas não é bem assim. A propaganda dos bancos federais, assim como da Petrobrás, outras estatais e de ministérios, não oferece propriamente um produto. Seu principal propósito é passar uma imagem positiva do país e, sobretudo, das ações do governo.

Regra do jogo, pode-se argumentar. Trata-se de propaganda paga, o governo, como qualquer outro anunciante, diz o que quer e ninguém é obrigado a acreditar.

Sabemos que não é bem assim. Nem precisa argumentar muito. É intuitivo. Trata-se de dinheiro público, mesmo no caso dos bancos comerciais, como BB e Caixa.

Eles não funcionam como os privados. Recebem dinheiro do governo, já foram resgatados com injeções de capital público mais de uma vez e todo mundo sabe que não vão quebrar porque o governo, ou seja, o contribuinte, estará lá para cobrir eventuais buracos.

Necessariamente, portanto, deveriam agir de modo diferente, como instituições públicas, e estas, como todo governo, têm — deveriam ter — compromisso com a informação correta.

O que nos leva ao outro lado da história. Hoje em dia, entende-se que mesmo empresas privadas têm compromisso com o público. Propaganda enganosa não pode ser tolerada. Claro, é difícil definir e apurar a tentativa de ludibriar o consumidor, mas é outro problema, de regulação.

E se isso vale para empresas privadas, por que não se aplica ao governo, suas empresas e suas repartições? Na verdade, a propaganda enganosa pública é mais grave, porque o governo tem também a obrigação de informar e, assim, orientar a sociedade.

Isso é especialmente importante no caso da política econômica. O governo, ator decisivo em qualquer economia, precisa dizer claramente o que vai fazer, prestar contas regularmente sobre o que está fazendo, dar as regras do jogo, mostrar como vê o andamento da situação e esclarecer o cenário com o qual trabalha.

Há rituais definidos para isso, aqui no Brasil e em toda parte. Os ministérios da área econômica e o Banco Central divulgam regularmente suas mensagens. Assim, em qualquer país organizado, os agentes econômicos, ao planejar e agir, consideram os cenários do governos para crescimento, inflação, arrecadação, gastos orçamentários, etc.

Por isso, quando o nosso Ministério da Fazenda sustenta que o país crescerá 4,5%, quando todo mundo já viu que não vai dar, isso é, sim, um tipo de propaganda enganosa. Idem quando o Banco Central diz que cumpriu a meta de inflação quando o índice bateu em 6,5%, dois pontos acima. Há mesmo uma confusão, que parece deliberada, entre meta, centro da meta e margem de tolerância. Resultado: ficamos sem saber se o objetivo de fato é uma inflação de 4,5% (a meta ou o centro) ou qualquer coisa abaixo de 6,5% (o teto da margem de tolerância) ou até mais do que isso, como ocorreu recentemente.

Do mesmo modo, é uma informação enganosa quando o governo jura que vai cumprir a meta de superávit primário sem truques. Nestes casos, a informação do governo causa menos danos porque todo mundo já sabe que o cenário oficial não vai se realizar. Vale para todos os anúncios do setor público, federal, estadual e municipal, que simplesmente afirmam que tudo vai maravilhosamente bem.

Mas isso desmoraliza a informação pública e cria o ambiente, negativo, de que é assim mesmo: o governo mente e a gente não acredita ou deixa pra lá. Só que nós, cidadãos e contribuintes, fazemos o papel de trouxa. Nós pagamos pela farsa

(Carlos Alberto Sardenberg) - 01/11/2012 - 16:00 - Política & Cia

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/sardenberg-de-como-os-bancos-e-outros-orgaos-oficiais-nao-fazem-propaganda-de-produtos-mas-do-governo-e-com-nosso-dinheiro/

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