segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CIC - Carteira de Identificacao Complementar

A carteira é um documento registrado de uso estritamente particular fornecido pelo TJAMB - Tribunal de Justiça Arbitral e Mediação do Brasil. Aos árbitros (juízes arbitrais) mediadores ou conciliadores atuantes em qualquer instituição arbitral. O TJAMB buscando defender um alto padrão de qualidade profissional, indispensável às atividades por eles desenvolvidas, registrará esses profissionais através deste documento.

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APOSTILA DE CAPACITACAO PARA ATUAR COMO JUIZ ARBITRAL

APOSTILA DE CAPACITAÇÃO PARA ATUAR COMO JUIZ ARBITRAL (ÁRBITRO) - LEI FEDERAL 9.307/96 Totalmente comentada em todos os seus artigos e parágrafos.

JUIZES ARBITRAIS SEUS DIREITOS E DEVERES LEI FEDERAL – 9.307/96 COMENTADA

Apostila no formato A4 totalmente colorida com 104 folhas

LEI 9.307/96 COM COMENTÁRIOS EM CADA UM DOS SEUS 44 ARTIGOS, DISPOSTOS EM 7 CAPITULOS:

Capítulo I – disposições Gerais;
Capítulo II – da convenção de Arbitragem e seus efeitos;
Capítulo III – dos Árbitros;Capítulo IV – do procedimento arbitral;
Capítulo V – da sentença arbitral;
Capítulo VI – do reconhecimento e execução de sentenças arbitrais estrangeiras;
Capítulo VII – disposições finais.

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
CÓDIGO CIVIL E PENAL
CÓDIGO DE ÉTICA

ART. 13- DA LEI DE ARBITRAGEM: LEI FEDERAL 9.307/96PODE SER ÁRBITRO QUALQUER PESSOA CAPAZ E QUE TENHA CONFIANÇA DAS PARTES.

ART. 18 – O ÁRBITRO É JUIZ DE FATO E DE DIREITO, E A SENTENÇA QUE PROFERIR NÃO FICA SUJEITA A RECURSO OU A HOMOLOGAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO.

ARBITRAGEM É UM MEIO ALTERNATIVO AO JUDICIÁRIO PARA SOLUÇÃO DE CONFLITOS, É UM PROCESSO LEGAL, PORÉM NÃO-JUDICIAL, ISTO É, NÃO SE PROCESSA NO TRIBUNAL JUDICIÁRIO.

TODO O PROCEDIMENTO, DESDE A CONCILIAÇÃO, INSTRUÇÃO E JULGAMENTO ATÉ A PROLATAÇÃO DA SENTENÇA, SERÁ REALIZADO EM UM TRIBUNAL OU CÂMARA ARBITRAL.

O PROCESSO É MAIS SIMPLES, MAIS RÁPIDO E APRESENTA MUITAS VANTAGENS.

Para atuar como ÁRBITRO/ JUIZ ARBITRAL não é necessário fazer concurso público. O árbitro é um profissional autônomo.Poderá atuar na função de Árbitro Universitários (Independente do Semestre) e também Profissionais de diversas Áreas:Advogados, Contadores, administradores, economistas, médicos, Psicólogos, Gestores, Profissionais ligados ao meio ambiente, engenheiros, arquitetos, agrônomos, profissionais da área de informática, entre outros de curso superior. Sem concurso público. Podem ser Árbitro os profissionais liberais, os aposentados, os recém-formados, os proprietários de pequenas e médias empresas, funcionários públicos (quando o seu regimento não proibir) e os funcionários de empresas privadas.

NA JUSTIÇA COMUM EXISTEM VÁRIOS CASOS ONDE O JUIZ DE DIREITO NECESSITA DE AUXÍLIO DE UM PROFISSIONAL DA ÁREA PARA JUGAR O LITÍGIO DE MATÉRIAS ESPECÍFICAS.NA JUSTIÇA ARBITRAL QUEM DECIDE O LITÍGIO É O PRÓPRIO ÁRBITRO (JUIZ ARBITRAL) POIS ESSE É CONHECEDOR DA MATÉRIA EM JULGAMENTO.NO CURSO DE CAPACITAÇÃO VOCÊ GANHARÁ O CONHECIMENTO JURÍDICO NECESSÁRIO PARA ENTENDER COMO FUNCIONA O PROCEDIMENTO ARBITRAL.

VOCÊ PODERÁ PARTICIPAR DE FÓRUNS EM MATÉRIAS ESPECÍFICAS DE JULGAMENTO, AMPLIANDO ASSIM A SUA CAPACIDADE DE JULGAR, ALÉM DA SUA ÁREA DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL, OUTRAS MATÉRIAS.EXEMPLO: FÓRUNS DE CONTRATOS, DE TÍTULOS DE CRÉDITO, DE DIREITO DO CONSUMIDOR E etc.

Essa apostila vai proporcionar aos profissionais conhecimento sólido, de uma maneira fácil e objetiva, sobre o Instituto da Arbitragem e a Função do Árbitro/Juiz Arbitral, objeto da Lei nº 9307 de 23.09.1996.

VALOR R$ 150,00

(+TAXA DE ENVIO POSTAL – SERVIÇOS PAC DOS CORREIOS) PAGAMENTO À VISTA EM DEPOSITO BANCÁRIO.

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Tribunal de Justica Arbitral e Mediacao do Brasil - TJAMB

O Tribunal Arbitral, tem como principal objetivo Oferecer uma nova opção de escolha para o Acesso à Justiça (Arbitragem), compromentendo-se em propiciar maior agilidade para os processos com total confidencialidade e custos significativamente menores que os da Justiça Comum, Sem deixar de lado uma seriedade, o respeito ea imparcialidade para ambas as partes em acordo com a Lei Federal de n º 9.307/96.

O Tribunal Arbitral Constitui um Centro de Arbitragem institucionalizado, pelo Ministério da Justiça, Tendo sido criado para resolver litígios Através das técnicas e de um conjunto de procedimentos de Mediação, Conciliação ou de arbitragem.

Instituição regulamentada e constituída conforme as Leis vigentes para atuar como TRIBUNAL ARBITRAL, em litígios envolvendo bens patrimoniais disponíveis, que terá por finalidade promover a solução de controvérsias existentes entre pessoas físicas e/ou jurídicas, com uma modalidade alternativa de justiça mais moderna, dinâmica, sigilosa e de baixo custo.

Site da empresa: www.tribunalarbitral.negociol.com

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

mensagem 070912 - um panorama de minha patria

Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda esse teu rancor nos enganará? Até que ponto a (tua) audácia desenfreada se gabará (de nós)? (Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?). (Marcus Tullius Cicero)

esta é a pergunta que cabe aos líderes do "pt" partido dos trabalhadores que estão com indecente arrogância, abusando da nossa paciência.
lembrando o ex-presidente luis inácio "lulla"* da silva que o mensalão existiu sim. que todo o brasil já sabia que sim, o mensalão existiu e que por esse motivo ainda esperamos que o senhor ex-presidente pare de fazer pouco caso do povo brasileiro e que venha a dar uma satisfação ao povo.
pois, um dos símbolos do pt, deputado corrupto joão paulo cunha, já foi condenado.
não acho isso bom para o país, enquanto está sendo condenado um dos líderes do partido que está na coordenação geral do país.

"Oh senhor cidadão,
eu quero saber, eu quero saber
com quantos quilos de medo,
com quantos quilos de medo
se faz uma tradição?

Oh senhor cidadão,
eu quero saber, eu quero saber
com quantas mortes no peito,
com quantas mortes no peito
se faz a seriedade?" - (senhor cidadão - tom zé)

mas acho isso bom demais para o país, afim de demonstrar que nossas instituições ainda estão circulando livres da coleira que o partido por sua liderança tenta colocar em nossas instituições.
lembrando lula que foi muito bom você ter tentado intimidar o ministro gilmar mendes do stf.
essa tua tentativa mostrou a muitos brasileiros que ainda tinham alguma esperança no teu nome, quem de fato é o ex-presidente lula.
sabemos que você ainda não foi julgado, e sabemos que você está se divertindo às custas da população.
mas lembramos-te que nosso país  ainda tem algumas pessoas de muito valor, e essas pessoas não são compradas pelas tuas piadas e nem pelas tuas bajulações.
muitos dos homens deste país não gostariam de ser lembrados como: "o nosso delúbio".
no stf sobrou para você lula, o toffoli, que é uma pena, mas entrará para a história como o lambe botas do lula e de seus mensaleiros.
e a propósito disso tudo, eu de minha parte diria ao querido povo do partido dos trabalhadores, que libertem-se do jugo dessa corja que aí está e resgatem o partido e a bandeira da ética e da moralidade. o partido não merece ser enterrado por causa de toda essa bandalheira.
eu particularmente ainda creio que existem muitas boas pessoas no partido dos trabalhadores e que merecem resgatar o partido dessa lama toda.

"Libertas Quæ Sera Tamen"

* lulla desta forma grafado, para que seja bem ligado ao collor e ao malluf.
não esqueçamos que a união faz a força, por esse motivo que o lula se uniu também ao malluf.
e não esqueçamos que o banco rural que hoje está na pauta, é o mesmo banco rural que estava envolvido no caso do escândalo da era collor. - (mensagem 070912 - um panorama de minha pátria - ely silmar vidal - apóstolo e jornalista)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

Se esta mensagem te foi útil, e achas que poderá ser útil a mais alguém, ajude-nos:

(ficaremos muito gratos que, ao replicar o e-mail, seja preservada a fonte)

leia este texto completo e outros em:
http://www.elyvidal.com.br

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Como o governo deixou estragar 55 mil bolsas de sangue

Descaso, incompetência administrativa e suspeita de um novo esquema de corrupção fizeram com que o Ministério da Saúde não desse uso a 13,7 mil litros de plasma sanguíneo avaliados em US$ 1,6 milhão

Claudio Dantas Sequeira

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TRÊS MINISTROS ESCONDERAM O DESPERDÍCIO
Humberto Costa, José Gomes Temporão e Alexandre Padilha 
(da esq. para a dir.): sangue jogado fora

A cada ano, o Ministério da Saúde gasta milhões em campanhas de incentivo à doação de sangue. Boa parte dessas doações é industrializada fora do País e retorna como hemoderivados, medicamentos essenciais no tratamento de hemofílicos. A matéria-prima desse processo é o plasma sanguíneo, um insumo tão cobiçado que um litro chega a custar US$ 120 no mercado internacional – tanto quanto um barril de petróleo. O Ministério da Saúde esconde em um depósito no Distrito Federal um carregamento de 55 mil bolsas de plasma humano, avaliado em US$ 1,6 milhão, mas cuja validade está vencida há pelo menos cinco anos. O segredo, que pode causar estragos às pretensões políticas dos ex-ministros da Saúde Humberto Costa e José Gomes Temporão, além do atual ministro, Alexandre Padilha, está trancado a 50 graus negativos numa câmara frigorífica vigiada por seguranças armados.

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Essa espécie de "túmulo do sangue", como funcionários do ministério chamam o local, é apenas o fio de um novelo que está sendo deslindado em diferentes investigações pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União. Os processos, obtidos com exclusividade por ISTOÉ, atestam desvios recorrentes na produção e estocagem do plasma coletado e lançam suspeitas sobre a existência de uma nova modalidade de máfia dos vampiros, com conexões até na França. Os lotes vencidos foram coletados em 41 hemocentros e bancos de sangue de diversos Estados em 2003 e 2004, justamente o ano em que estourou o escândalo do comércio ilegal de hemoderivados, desbaratado pela Polícia Federal na Operação Vampiro. Então ministro, Costa chegou a ser indiciado por suspeita de participação no esquema. Em março de 2010, foi absolvido pela Justiça e conseguiu ser eleito senador. Agora, apenas dois anos depois, está dedicado a virar prefeito do Recife, numa estratégia para chegar ao governo de Pernambuco em 2014.

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DESCASO
O depósito que guarda as bolsas estragadas fica na cidade-satélite 
de Águas Claras. Na foto maior, o estoque inadequado do produto

O ex-ministro terá de explicar aos promotores por que abandonou as 55 mil bolsas de sangue no depósito do ministério. Naquele momento, havia duas empresas responsáveis pelo beneficiamento do plasma: a suíça Octapharma e a francesa LFB (Laboratoire Français Du Fractionnement et des Biotechnologies S/A). Citadas no inquérito da Operação Vampiro, nenhuma delas se encarregou dos lotes. À ISTOÉ, Costa admitiu que sabia do carregamento estocado e impetrou recurso junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região "a fim de dar aproveitamento ao produto." O recurso, segundo ele, foi negado sob o argumento de que sua liberação poderia implicar grave prejuízo ao erário. O hoje senador diz que não acompanhou os desdobramentos do caso.

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Antes de deixar o cargo em 2005, Costa criou a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH) e mandou fazer nova licitação, engavetada nas gestões-tampão dos peemedebistas Saraiva Felipe e Agenor Álvares e retomada apenas no final de 2007, por José Gomes Temporão. A licitação lançada por Temporão foi vencida pela francesa LFB e o contrato previa o fornecimento de hemoderivados e a transferência da tecnologia de fracionamento do plasma para a Hemobrás, estatal criada por Costa em 2004 e que até hoje não saiu do papel. "Contratamos a empresa numa licitação transparente", afirma Temporão, que diz desconhecer o carregamento de plasma vencido.

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Em ofício encaminhado ao MP sobre o caso, o coordenador-geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, alega que, quando a LFB foi contratada, o plasma estocado em Brasília "já se encontrava vencido, não sendo viável a sua utilização e recolhimento no escopo do objeto do contrato". Genovez se referia ao uso na produção dos chamados fatores 8 e 9 para o tratamento de hemofílicos. Como são mais sensíveis, esses produtos devem ser aproveitados com o plasma mais fresco. Entretanto, mesmo vencido esse prazo, ainda seria possível processá-lo para a obtenção de imunoglobulina e albumina, de uso cirúrgico. 

O Ministério da Saúde garante que negociou com a LFB um aditivo contratual, que só seria assinado em 2009. Mas, com a demora, o que restava do material também perdeu a validade. Estranhamente, a LFB disse à ISTOÉ que "desconhece o assunto". No documento enviado ao MP, Guilherme Genovez informa que o descarte do material sofreu impedimentos sanitários nos anos seguintes e voltou a ser debatido em 2011, já na gestão do ministro Alexandre Padilha. Mas acrescenta que não há ainda cronograma nem método para o descarte. Ao ser questionado pela reportagem, Padilha informou por meio da assessoria de imprensa que já está com edital pronto para escolher em 30 dias a empresa que fará o descarte do material.

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O problema com os hemoderivados não se restringe ao caso do depósito em Brasília. ISTOÉ obteve com exclusividade cópia de um relatório de auditoria feita por técnicos do Ministério da Saúde nas instalações da LFB, em Lille e Lês Ulis, Paris. Os técnicos ouviram dos dirigentes da empresa explicações controversas e relataram uma série de irregularidades. O documento está na mesa de Padilha desde maio.Uma das mais graves denúncias diz respeito a uma carga de mais de meia tonelada de produtos intermediários de hemoderivados que foi estocada, sem uso. O procedimento nem sequer foi notificado ao governo brasileiro. São 673 quilos de produtos semiacabados com prazo de validade expirado cujo destino não foi informado ao Ministério da Saúde, como prevê o contrato entre o governo e a LFB. Outro lote ainda maior, com quase 1,2 tonelada de princípio ativo para a produção de hemoderivados, também se encontrava estocado, em regime de quarentena e prazo de validade próximo de expirar. Uma terceira carga de 1,5 tonelada foi totalmente perdida por desvios de qualidade durante o processo produtivo.

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Surpreendeu os técnicos o fato de a LFB usar na produção do fator 9 (aquele para o tratamento de hemofílicos) lotes de 2,8 mil litros num equipamento com capacidade máxima de 2,2 mil litros, "implicando com isso a perda de aproximadamente um lote de produto acabado para cada quatro descongelamentos de plasma". Os técnicos do ministério calcularam o descarte de plasma em aproximadamente 30%, quase o dobro do limite de 15%. Além dos descartes irregulares, a auditoria atestou divergências entre o rendimento do plasma declarado pela LFB e o apurado pelos técnicos, em alguns casos de até 50% a menos. O ministério diz que solicitou à empresa indenização dos produtos e ameaçou com multas e sanções.

Para o procurador do TCU Marinus Marsico, as informações colhidas pela auditoria do Ministério da Saúde são "extremamente graves". Na sexta-feira 31, ele entrou com pedido de investigação complementar na corte, no qual também alerta sobre a assinatura pelo governo de aditivos suspeitos aos contratos com a LFB. Segundo o procurador, pode ter havido burla à lei de licitações e até a "execução concomitante de dois contratos com objetos iguais", a fim de ocultar alguma irregularidade ou pagamento em duplicidade. A "irregularidade" a que Marinus se refere, embora não expressamente, teria a ver com suspeitas de existência de um mercado negro de plasma, que se aproveita da falta de controle governamental. Por ora, não há provas desse comércio ilegal. Indícios claros aparecem em trecho do relatório da auditoria, no qual técnicos questionam o desaparecimento de princípios ativos de hemoderivados. Na reunião que discutiu a auditoria, a desconfiança era tanta que o diretor de qualidade da LFB, Robert Vedeguer, precisou defender a honra de seus funcionários. "Eu gostaria de convencer o Ministério da Saúde da honestidade dos técnicos da LFB", disse. Por meio da assessoria de imprensa, a LFB garantiu que "não há possibilidade de uso irregular ou desvio de destinação do plasma enviado à França".

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As suspeitas de desvio de plasma para o mercado negro estão sendo investigadas pelo promotor de Justiça do Distrito Federal, Moacyr Rey Filho. As pistas foram dadas pelo médico Crescêncio Antunes da Silveira Neto, ex-secretário de Gestão Participativa do Ministério da Saúde e ex-conselheiro da Hemobrás, na gestão Temporão. Em depoimento, Antunes disse que "suspeita que os desvios ocorram em vários Estados e em número maior no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia". Para sustentar sua tese, ele apresentou planilha com registros de descarte exagerado do Hemocentro de Brasília. Seja como for, só uma apuração aprofundada poderá determinar se todo esse desperdício de sangue é o sintoma mais evidente da existência de uma nova máfia no setor ou apenas resultado do descaso e da incompetência.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pena para banqueiros do mensalao soma 71 anos fora do mercado.

Pena para banqueiros do mensalão soma 71 anos fora do mercado. E foram aplicadas pelo BC, órgão do próprio governo federal!

Vejam que curioso: o Banco Central já puniu os banqueiros que atuaram no mensalão. E não se ouviu gritaria, não é? Um órgão do próprio governo federal considera que as ações foram irregulares. Leia o que informam Flávio Ferreira e Felipe Seligman, na Folha:

Executivos do Banco Rural que ajudaram a financiar o mensalão e que o Banco Central quer proibir de continuar atuando no mercado financeiro já receberam penas que somam 71 anos. As punições de natureza administrativa foram aplicadas a 13 executivos, incluindo quatro réus do processo do mensalão que serão julgados nesta semana pelo STF (Supremo Tribunal Federal). As penas impostas à controladora do banco, Kátia Rabello, e a outros três executivos que serão julgados somam 30 anos de inabilitação no mercado. Todos estão recorrendo contra as punições.

O Rural ajudou a financiar o mensalão emprestando R$ 3 milhões para o PT e outros R$ 29 milhões para agências de propaganda do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como operador do esquema. Os empréstimos são considerados fraudulentos pela Procuradoria-Geral da República, que acusa o banco de ter simulado essas operações para disfarçar o desvio de recursos públicos para o mensalão, ocultando a real origem do dinheiro do esquema.

Os executivos do Rural também são acusados de lavagem de dinheiro, porque o banco permitiu que políticos beneficiados pelo mensalão recebessem os recursos sem se identificar, enviando pessoas de sua confiança para sacar o dinheiro no banco. Além das punições individuais, o Rural já pagou multa de R$ 1,6 milhão ao Banco Central. A instituição ainda recorre contra outra penalidade, no valor de R$ 200 mil.

Se Kátia Rabello não conseguir derrubar a pena imposta pelo BC, ficará oito anos proibida de ocupar cargos em instituições financeiras. Vinícius Samarane, vice-presidente do Rural, foi punido com cinco anos de inabilitação e multa de R$ 25 mil. O ex-vice-presidente José Roberto Salgado foi punido em dois processos ligados ao mensalão, com penas que somam 14 anos e multa de R$ 155 mil. A ex-vice-presidente Ayanna Tenório pegou seis anos e multa de R$ 4.000. As punições foram definidas pelo Banco Central entre 2007 e 2008, mas o órgão responsável pela análise das apelações dos banqueiros, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, não julgou o caso até hoje.
(…)
Por Reinaldo Azevedo - 03/09/2012 - às 5:47

Tags: Banco Rural, Mensalão

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Os elogios de Lula e Dilma ao companheiro corrupto

Os elogios de Lula e Dilma ao companheiro corrupto explicam por que Osasco ficou fora da turnê do palanque ambulante

O PT de Belo Horizonte esperava juntar 50 mil pessoas no primeiro comício estrelado por Lula na temporada eleitoral de 2012. Apareceram menos de 5 mil - e o início da turnê do palanque ambulante foi um fiasco. Para recuperar a autoconfiança abalada pelo fracasso de público, o orador deveria programar com urgência uma escala em Osasco. Além dos devotos sempre prontos para aplaudir a palavra do mestre, a discurseira seria certamente engrossada por milhares de curiosos.

Todos estariam interessados em saber o que tem a dizer o ex-presidente sobre o que disse de João Paulo Cunha no comício promovido em 20 de agosto de 2010, durante a campanha presidencial. A voz é de antigamente, Lula parece muitos anos mais novo que a versão atual. Mas o vídeo de 1min13 foi gravado há apenas 24 meses pelo comitê eleitoral do candidato a deputado, que pedia votos pendurado no slogan debochado: "É Lula. É de confiança".

A louvação do amigo mensaleiro começa no meio do palavrório no palanque: "Tem um cumpanhero que todas veiz que a gente pudé ajudá-lo a gente tem que ajudá, que é o cumpanhero João Paulo Cunha, que é aqui de Osasco". Logo atrás do chefe, Dilma Rousseff sorri. À direita do chefe, Marta Suplicy sorri e bate palmas. À esquerda do chefe, Netinho de Paula sorri com a expressão triunfante de quem nem desconfia que está prestes a naufragar nas urnas.

João Paulo chega do fundo do palco, consegue um espaço entre o chefe e Marta. Sorri enquanto Lula retoma a lengalenga: "Por tudo o que ele sofreu nesse período… ". A gravação é interrompida antes que o animador de comício berre que o mensalão não existiu, e que é preciso reparar com votos as dores impostas a um inocente pelos inventores da farsa concebida para derrubar o governo do operário que construiu o Brasil Maravilha.

Na cena seguinte o artista principal reaparece depois de encerrado o comício, suando ao pé do palanque. "Eu acho que o João Paulo precisa ser eleito", vai em frente. "Deve ser eleito com uma grande votação, porque o João Paulo é um extraordinário cumpanhero, um extraordinário deputado". Olha diretamente para a câmera e conclui: "Portanto, vote em João Paulo para deputado federal".

Corte. Close em Dilma Rousseff, pronta para mostrar que sabe falar e andar ao mesmo tempo. "João Paulo, toda sorte do mundo para ti", capricha o neurônio solitário na segunda pessoa. Engata uma terceira e vai em frente: "Você merece, você é um guerreiro. Sorte. E tenho certeza que cê será um grande deputado". O Supremo Tribunal Federal discorda, saberiam dois anos mais tarde o padrinho e a afilhada.

Depois de descobrir que o extraordinário deputado de Lula é um caso de polícia, os juízes do processo do mensalão resolveram o guerreiro de Dilma vai batalhar no presídio. O ex-presidente solidarizou-se por telefone com o companheiro corrupto, peculatário e lavador de dinheiro sujo. A sucessora, nem isso. Pelo palavrório eternizado no vídeo, ambos estão obrigados a visitar João Paulo Cunha na cadeia. Pelo menos um domingo por mês.

Coluna do Augusto Nunes - 02/09/2012 - às 10:33 - Direto ao Ponto

Tags: Belo Horizonte, comício em Osasco, Dilma Rousseff, fiasco, João Paulo Cunha, Lula, turnê do palanque ambulante, vídeo

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